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Campeões mundiais lamentam morte de Félix: 'Grande amigo', diz Jairzinho

"Furacão da Copa de 70" diz que ex-goleiro foi fundamental na conquista do título. Carlos Alberto Torres exalta experiência em campo
morte de Félix 


que faleceu na manhã desta sexta-feira em São Paulo, vítima de uma enfisema pulmonar, surpreendeu os companheiros da seleção brasileira de 1970, campeã mundial no México. Surpreso com a notícia, o “Furacão da Copa”, Jairzinho, recordou da grande amizade que teve com o goleiro, apesar deles serem adversários no Rio de Janeiro. Félix defendia o Fluminense, enquanto Jairzinho era jogador do Botafogo.

Que noticia triste. Como homem, um grande companheiro. Um cara bem extrovertido. Um cara que agregava. É um homem que fica marcado como um dos grandes amigos que fiz no futebol


Para Jairzinho, Félix foi fundamental na conquista do tricampeonato mundial da seleção brasileira, tanto pela experiência, quanto pelas grandes atuações contra IInglaterra e Itália

Ex-goleiro Félix morre em São Paulo



Ele teve atuações fantásticas. Cito duas delas em especial. Primeiro, no jogo contra a Inglaterra (vitória por 1 a 0, com gol de Jairzinho). Ele e o Gordon Banks (goleiro inglês) foram os grandes destaques. E depois na decisão contra a Italia, quando ele fez pelo menos três defesas fenomenais. Duas, inclusive, em chutes do Riva, sendo uma logo no início do jogo.


Capitão do time de 70, Carlos Alberto Torres também lamentou a morte do amigo.


 É muito triste, chato, quando se perde uma pessoa amiga, companheira. Soube há pouco que ele não estava bem de saúde. Ele fumava muito. Infelizmente, perdemos mais um campeão mundial. É a vida. Lamento muito. Ele foi uma grande pessoa. Naquela seleção, era dos mais experientes, junto com Pelé, Gérson e Brito. Ajudou dentro de campo e também a comissão técnica – recordou Torres.



Para Jairzinho, Félix foi fundamental na conquista do Tri (Foto: Diego Rodrigues/globoesporte.com)


Félix é o terceiro campeão mundial de 1970 a falecer. Além dele, Everaldo e Fontana já morreram. Ele nasceu em Caratinga, em Minas Gerais, mas iniciou a carreira no futebol paulista, defendendo Juventus, Portuguesa e Nacional. No entanto, foi no Rio de Janeiro que o goleiro viveu seu auge. Felix defendeu o Fluminense entre 1968 e 1976, quando se aposentou.


No Tricolor, Félix disputou 319 partidas e conquistou os títulos do Campeonato Carioca de 1969, 1971, 1973, 1975 e 1976, o Torneio de Paris de 1976 e o Campeonato Brasileiro de 1970.


No ano do título mundial do México, Félix, cujo apelido era "Papel" (por conta do seu corpo magro), o Prêmio Belfort Duarte, que homenageava o jogador de futebol profissional que passasse dez anos sem sofrer uma explusão, tendo jogado pelo menos 200 partidas nacionais ou internacionais. Em 1982, Félix teve uma curta experiência como treinador no Avaí.